Aliciamento Infantil

Servidor público é preso em Coroatá suspeito de aliciar criança de 8 anos

O investigado, que atua em um hospital municipal, foi descoberto pelo pai da vítima; polícia também apura o armazenamento de material pornográfico.

Por: 3 meses atrás
Servidor público é preso em Coroatá suspeito de aliciar criança de 8 anos

A Polícia Civil do Maranhão efetuou a prisão, na manhã desta sexta-feira (30), de um servidor público municipal suspeito de aliciar uma criança de apenas 8 anos. A operação ocorreu no bairro Novo Areal, em Coroatá, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. O homem trabalhava em um hospital da rede municipal e utilizava redes sociais para manter contato com a vítima.

Descoberta e Prisão

O caso foi denunciado pelo próprio pai da criança. Ao ter acesso ao celular do filho e ler o teor das mensagens, o responsável percebeu que o suspeito tentava marcar um encontro presencial. Diante das provas, a polícia foi acionada imediatamente.

Durante a execução das buscas, os investigadores encontraram indícios de que o suspeito também armazenava pornografia infantil. Todos os aparelhos eletrônicos do homem foram apreendidos e passarão por perícia técnica para identificar a extensão dos crimes.

Rigor da Lei e Penalidades

O suspeito foi encaminhado para a Unidade Prisional de Coroatá. Ele poderá responder pelo artigo 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata do aliciamento de menores por meio eletrônico. A pena para este crime é de 1 a 3 anos de reclusão, aplicada mesmo que o encontro físico não se concretize.

Além disso, o armazenamento de pornografia infantil (artigo 241-B do ECA) prevê pena de 1 a 4 anos de reclusão. Se a perícia técnica comprovar que o investigado também produzia ou compartilhava o material, as punições podem ser agravadas conforme a legislação brasileira, que prioriza a proteção integral de crianças.

Próximos Passos da Investigação

O homem permanece à disposição do Poder Judiciário enquanto aguarda o desenrolar do processo. A Delegacia de Polícia Civil de Coroatá segue apurando se houve outras vítimas ou se o servidor utilizava sua função pública para facilitar o acesso a menores de idade.

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