Feminicídio

Homem é condenado a 23 anos de prisão por feminicídio de ex-companheira em Imperatriz

Jurados reconheceram qualificadoras como motivo torpe, emboscada e meio cruel em crime ocorrido no bairro Mercadinho, em janeiro de 2024.

Por: 1 dia atrás
Homem é condenado a 23 anos de prisão por feminicídio de ex-companheira em Imperatriz

O Tribunal do Júri de Imperatriz condenou Eliezio da Silva Santos a 23 anos e dois meses de reclusão pelo assassinato da ex-companheira, Marcilene Sousa Rodrigues. O crime ocorreu em janeiro de 2024, no bairro Mercadinho, em Imperatriz, e foi classificado como feminicídio qualificado. A acusação foi conduzida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) durante julgamento realizado na comarca do município.

Júri reconheceu qualificadoras do crime

Durante a sessão de julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo que o crime foi praticado por motivo torpe, mediante emboscada e com recursos que dificultaram a defesa da vítima. Também foram reconhecidas as qualificadoras relacionadas ao emprego de asfixia e ao uso de meio considerado cruel.

A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Carlos Róstão, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Imperatriz.

Histórico de perseguições e ameaças

Segundo as investigações, Marcilene Sousa Rodrigues e Eliezio da Silva Santos mantiveram uma união estável por cerca de dois anos na cidade de Colinas. Após o término do relacionamento, a vítima passou a relatar episódios de perseguição e ameaças.

As apurações apontaram ainda que houve tentativas anteriores de atentar contra a vida da ex-companheira. De acordo com o Ministério Público, o condenado teria contratado um pistoleiro em duas ocasiões para executar a vítima.

Diante da situação, Marcilene deixou Colinas e se mudou para Imperatriz. Inicialmente, ela foi acolhida pela Casa da Mulher Maranhense, onde permaneceu por aproximadamente um mês antes de se estabelecer em uma quitinete.

Crime ocorreu após monitoramento da vítima

Conforme as investigações, Eliezio conseguiu localizar o novo endereço da ex-companheira e alugou uma quitinete no mesmo condomínio onde ela residia. Para evitar ser identificado, teria utilizado uma identidade falsa durante a locação do imóvel.

Ainda segundo o Ministério Público, a proximidade permitiu que ele acompanhasse a rotina da vítima sem despertar suspeitas.

No dia do crime, o acusado aguardou o retorno de Marcilene do trabalho. Ao chegar ao local, ela foi surpreendida e atingida por um golpe de faca no pescoço em via pública. A vítima morreu no local em decorrência dos ferimentos.

Condenação

Com a decisão do Tribunal do Júri, Eliezio da Silva Santos foi condenado a 23 anos e dois meses de reclusão. A sentença reconheceu as qualificadoras apresentadas pela acusação e enquadrou o caso como feminicídio, crime praticado em razão da condição de sexo feminino da vítima.

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